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Brasileiros não consideram obesidade uma doença, diz estudo.

>> sexta-feira, 5 de julho de 2013

Entrevistados afirmam que ganho de peso é consequência de outros males

Que a obesidade é um mal que prejudica a saúde, todos sabem. Entretanto, um novo estudo brasileiro mostrou que quase metade da população não considera a obesidade uma doença. O trabalho foi desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, a Associação Nacional de Assistência ao Diabético e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva.

Coordenado pela Resulta CNP, empresa de pesquisa brasileira voltada para o segmento de saúde, o trabalho entrevistou mil indivíduos acima do peso, com uma idade média de 39 anos, residentes nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Salvador. A pesquisa traçou o perfil da população brasileira com obesidade frente aos tratamentos para emagrecer.

Os pesquisadores descobriram que 93,5% da amostragem não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Metade revelou histórico de sobrepeso ou obesidade na família. De acordo com 37% dos entrevistados, o estresse foi o maior causador do aumento de peso, enquanto 25% afirmam que o ambiente de trabalho influenciou na obesidade.

O dado mais preocupante, no entanto, é o desconhecimento dos participantes de que a obesidade é uma doença que exige tratamento. O trabalho mostra que 48% dos entrevistados possuía alguma doença relacionada à obesidade, como hipertensão. No entanto, quando foram perguntados se consideravam a obesidade uma doença, 55% dos indivíduos afirmou que o ganho de peso era uma consequência de outros males, e não a doença em si ? quando na realidade essa relação é contrária. A obesidade não só é uma doença, como facilita o aparecimento das condições que acometiam os 48% da amostragem. Além da hipertensão, outras condições citadas foram diabetes, aumento de triglicérides no sangue, colesterol alto e doenças cardiovasculares ? todos quadros que têm a obesidade como importante fator de risco.

Aproximadamente 73% dos indivíduos disse acreditar em tratamentos preventivos para o sobrepeso e a obesidade, sendo que destes, 64% mencionaram a reeducação alimentar e 51% pontuaram a prática de exercícios como mais eficazes. Além disso, 56% dos entrevistados já fizeram alguma dieta restritiva e outros 26% já fizeram uso de medicamentos para emagrecer, sendo que a maioria não ficou satisfeita com os resultados.

Evite os sete maiores erros no combate à obesidade

De acordo com o endocrinologista Amélio Godoy Matos, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e da Associação para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), a maior parte dos tratamentos para obesidade inclui um arsenal de remédios, já que são poucos os casos em que o paciente consegue reverter o problema apenas com disciplina. "Isso não significa, entretanto, que o uso de remédios dispense a adoção de hábitos saudáveis", explica. E está aí um dos principais nós relacionados ao controle de peso: muita gente acha que basta controlar a medicação para que os quilos comecem a desaparecer. "Quando isso não acontece, vem a frustração e o abandono das consultas", aponta. O erro é comum, mas não o único. Se você já tentou emagrecer e não alcançou sua meta, veja os principais erros, apontados por especialistas, no tratamento da obesidade:

Ignorar as calorias totais da dieta

"A alimentação desequilibrada é um dos principais fatores relacionados à obesidade", afirma a educadora física e doutoranda em nutrição Ana Dâmaso, coordenadora do Grupo de Estudo da Obesidade (GEO) da Unifesp. Segundo ela, quando este fator está associado ao excesso de peso, tona-se necessária a reeducação alimentar. Tudo começa estabelecendo um limite máximo de calorias que podem ser consumidas diariamente. "Uma pessoa acima do peso provavelmente ingere muito mais calorias do que seu metabolismo é capaz de queimar", afirma a especialista. Para isso, procure um bom nutricionista que possa elaborar um cardápio individual.

Fazer escolhas pouco saudáveis à mesa

Bobagem ficar dentro das calorias previstas para o dia se os alimentos que você consome têm valor nutricional nulo. De acordo com a educadora física Ana, gorduras e açúcares são os grupos de alimentos mais presentes na alimentação do paciente com obesidade. Aprender a montar um prato colorido com muitas frutas, legumes e verduras, e uma parcela menor de carboidratos e proteínas, faz parte da reeducação alimentar. "Com o tempo, os pacientes percebem que não é preciso passar fome ou comer alimentos sem graça para perder peso", explica.

Manter o sedentarismo

"Exercícios físicos são uma das principais estratégias terapêuticas não medicamentosas para combater a obesidade", diz a educadora física Ana. Segundo a especialista, atualmente exercícios valem por remédio. O método mais eficaz para perder peso é combinar exercícios aeróbios, como a caminhada, com exercícios resistidos, com a musculação. "Juntos, eles não só combatem a obesidade, como ainda ajudam no controle da síndrome metabólica e da esteatose hepática não alcoólica (acúmulo de gordura no fígado)", explica. Antes de iniciar o treino, procure um profissional para não realizar movimentos incorretos ou exagerar na dose, o que pode gerar lesões.

Perder o controle da ansiedade

A obesidade é uma doença multifatorial e, na maior parte dos casos, está ligada a disfunções emocionais. "Grande parte dos pacientes sofre de ansiedade, estresse e outros problemas que podem levar à compulsão alimentar, por exemplo", afirma o endocrinologista Marcos Antonio Tambascia, professor da Unicamp. Por isso, incluir um terapeuta comportamental no tratamento da obesidade pode ser fundamental para alcançar o sucesso.

Adotar outros hábitos prejudiciais

"Principalmente pacientes que foram submetidos à cirurgia bariátrica são mais propensos a adotar outros hábitos prejudiciais para compensar o prazer que deixaram de ter por não poder comer compulsivamente", afirma o endocrinologista Marcos. Segundo ele, é comum pacientes começarem a fumar e beber ao tentar seguir uma alimentação saudável. Por outro lado, alguns pacientes se sentem estimulados a mudar completamente de vida quando dão início ao tratamento da obesidade. Assim, começam a praticar exercícios, investem na reeducação alimentar e, de quebra, ainda adotam outros hábitos saudáveis como medida de prevenção da saúde.

Retomar os erros após a perda de peso

O paciente com tendência a ter obesidade não pode vacilar. Hábitos saudáveis adotados para perder peso devem ser mantidos mesmo após alcançar a meta. "Muitos pacientes acabam retomando os quilos perdidos porque deixam a disciplina de lado com o tempo", diz o endocrinologista Marcos. Segundo ele, comer bem, praticar exercícios e fazer check-ups no médico regularmente deveriam ser regra na vida de todas as pessoas durante a vida inteira. No caso de pessoas com tendência a desenvolver a doença, entretanto, a medida se torna ainda mais relevante e não segui-la pode trazer consequências mais imediatas, como a desnutrição e a volta da obesidade.

Resistir a tratamentos mais agressivos

"A cirurgia bariátrica nunca é a primeira opção de tratamento para pessoas com obesidade", afirma o endocrinologista Marcos. Mas indivíduos com índice de massa corpórea (IMC) maior do que 40 ou com IMC maior do que 30 e tendência a desenvolver doenças associadas à obesidade, como o diabetes, geralmente recebem indicação para a intervenção cirúrgica. Isso porque, neste caso, a necessidade de perder peso é imediata. Além disso, disciplina para mudar hábitos de vida nem sempre é o suficiente para vencer essa doença crônica. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

(Pesquisa tirada do Site Minha Vida.)

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